Dai-me tua mão e minha razão fará uma leitura de nossa semiótica corporal, mas a vontade é instintiva e caprichosa, em desejo, nossas mãos entrelaçarão por tramas inusitadas como se buscássemos avidamente tocar o íntimo e curvilíneo prazer.
Perfeitamente como uma manhã que o sol adentra e a luz se faz dia e um suave murmúrio do elã vital nos deflagra num sussurro nossas mãos percorrem desconhecidas distancias de nós.
Uma gota de saliva se transmutara em úmido orvalho à flor de nossos instintos ao sugarmos o néctar que torna perene os beija-flores. Espólios do eterno serão por estes instantes perpetuados em nós na memória de nossa pele mesmo que o tempo queira nos esquecer em outras estórias de amores e paixões que se esgotaram.
Amar-te com furor e intensidade das manhãs que se suavizam em tardes porque tudo é naturalmente contiguo no universo dos corpos, há em nós movimentos e ritmos, desejos e prazeres.
Somos o mar, as mãos tresloucadas que espraiam pela orla dos nossos corpos em enseadas e baías. Somos o desejo e a vontade irreprimível Somos do azul o profundo desconhecido e uma única certeza que o horizonte traceja um destino em que seguimos como vaporosas nuvens.
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Ps.: Expressar com palavras o que se sente é o mesmo que auferir sons ao silêncio, é como nomear os beija-flores e explicar jardins! A propósito desta verdade dei nome a um beija-flor que conheci _ A(…) Quem por um momento de sua vida tenha vivenciado a primavera provavelmente traduzirá destas palavras minha alma.